sexta-feira, 27 de novembro de 2009
domingo, 22 de novembro de 2009

A Sandra Nakaia.
Flor que arde en lo imvisible, la que a ciegas
Miramos, la que sin ver tatuamos, haciendo signos
Para recordarte, espejismo de piel
Trémula avanzas tal como si tocaras un misterio...
Ludwig Zeller
En la imagen de tu belleza convulsiva, bajo hasta su piel entrelasada de nuvenes radiantes
En un torvillon de sueño virginal llevo en mi corazon tatuado el vascilo de un espejismo
En el silencio cauteloso de tus lineas dibujadas de cuerpo diamante
Esplendoroso deliniamiento del espejo lunar en vuelta del sueño estonteante
Inbisible del silencio perfilado en la mirada destos ojos de japonesa
Emergido, al otro lado de la oriya tus labios en llamas
Copenetrado en arpegio de plumas soniferas, del mas espledoroso deseo aromatico
Del cuerpo ornamental desta musa dibujada, de labios “boca” de Jaspe refletida
En el espejo tremulo su cuerpo bañado de sandalo en la curvatura de plataforma lunar de mis manos
Un abismo refaladiso cubierto en tus ojos
Laberinto de plumas artificiales de su cabellera, roban el aire
En vuelta la estampilla rota del sueño echo polvo
Renasce el sonido, tu vos en mi cuerpo de terciopelo, encrustado en el mar de un por venir
De las olas de tu cuerpo
Un grito desesperado en tela-araña donde mis manos son apenas polvo
deste universo en torno de ti
La lluvia de jasmin-de-porcelana baña el cuerpo en las alfombras de mi
musa Petalina
En tus cabellos cristalinos esta forjado el sueño elaborado todas las noches
Transcorriendo hacia a la boca a dentro el gusto sifrado de los lábios tumefactos en
Flor de cerecera sumergida en los grandes senos afrodisiacos de geisha
Rompiendo el silencio tumefacto envuelta de ti
Con mis ojos mirando asi a dentro siento el aliento de la pación neste universo afrodisiaco
En el toque de pluma corriendo en mi piel desnuda cuado nos amamos
Mas aya de la imagen refletida en mi espejo silencioso los signos lacteos destos cuerpos
Deseados en los sueños de ultra mar bajo la luna purpurea de los amantes.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Caligramas.

Konrad Zeller chama de “Caligramas” a série de poemas visuais que executou a partir da leitura de textos de Göethe. É um termo que implica, necessariamente, ênfase na mão. Na mão mágica. Num processo capaz de revelar os universos que persistiam guardados em cada poema. Numa obra de arte cuja intenção oculta é instigar a meditação ativa. As forças contraditórias atuantes sobre o espaço textual mostram aos olhos o quanto eles andam viciados pela ilusão da continuidade, pela ilusão da linearidade. Dos textos originais de Goethe restam apenas linhas de força, diagramas dos conflitos experienciados pela alma em fricção dúplice - com o mundo e com o texto. Ao remixar Göethe, foi com os dois pés em vôo que Zeller entrou pelo território da poesia sampler – o que é muito bom, pois poesia se faz pelo menos dois metros acima do chão, em vertical ou horizontal postura. Seu vôo é feito em latente sincronicidade com o tempo do poema alheio e com o mundo microscópico das letras que o compõe. O texto, moído até estado de pré-corpo, com a eficaz liberação das unidades mínimas da escrita, abre-se a permutações moleculares e recombinações silábicas, remontagens e desleituras. De frente a cada caligrama, no intervalo entre o fechar e o abrir das pálpebras, outras palavras surgem, sem contar a perturbação que experimenta a retina do receptor, que faz lembrar o cinema-epilepsia proposto por Tony Conrad, com o filme The Flicker, ou mesmo as audaciosas composições para saxofone de La Monte Young em que várias notas se encapelam dando a ilusão entretanto de um som estático. Ilusionismo? As palavras engendram diagramas de forças impalpáveis mas atuantes, campos magnéticos minados. Eis mágica. É o mágico que se permite perder o controle sobre o truque. Ex-mágico. O mágico que poderia materializar pombas mas de cujo chapéu saem leões e panteras famintas que não serão capazes de comê-lo para se entregarem a seu apetite voraz de engolir o mundo em redor, o mágico e os leões e as panteras famintas esquecidos de antagonismos como forma e fundo, sujeito e objeto. Dotado desse estado de espírito monista, em que liberdade e disciplina se dissolvem, é que Zeller se entrega à execução dos caligramas, articulando sentidos inusitados para os textos de Goethe, palavras-abertas, palavras-leques, terceiro sentido. Pairam sobre os caligramas vestígios de uma precisão milimétrica da mão, rainha implacável montada sobre a tesoura ou o estilete, cortando no papel os cachos-filigramas de letras, parindo criaturas verbais, vegetações de signos. Numa mão, a lâmina: na outra a carta de tarô. Sobre tudo isso, superpõe-se uma camada cronológica: o tempo de cada caligrama, as veladas que cada um deles implica, o sonho e a insônia congelados na fração do corte, lâmina saída do fogo gélido, polaridades dissolvidas, prontas a permitir a aceitação. A força centrifuga dos caligramas deve muito à disciplina que se insinua entre os encaixes das letras, ao quanto de aceitação às linhas de força naturais do poema deixou-se submeter essa precisão milimétrica, de forma a trabalhar uma pela outra num estado de colaboração entre os hemisféricos do cérebro detonador do equilíbrio meditativo, mesmo no receptor, já que a disciplina não se esgota no intervalo extático e isolacionista de criação porque passa o autor, mas desliza para a obra e contamina a quem a percebe e por ela se deixa contaminar. Daí as simetrias que os caligramas apresentam. Parafraseando um poema: é geometria, mas descabelada. Nascem as simetrias não do desejo de tornar palavra o que é relação ou potencial, mas antes de perceber e acenar como o que há de espelho e poço em cada palavra, de confirmar que os signos verbais são elementos genésicos da matéria.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Projeto sonoro de Marcus Salgado.
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